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Obesidade e COVID-19

No dia 31 de março morreu em Natal, RN, um jovem de 23 anos pelo COVID-19, era portador de Obesidade. Atualmente, 20% da população brasileira tem Obesidade.

Por que a Obesidade Mórbida (IMC > 40kg/m2) é um fator de risco para complicações associada ao COVID-19?

A obesidade, principalmente visceral (que se concentra na região da barriga), leva a uma resposta imunológica pior, pois já existe uma inflamação crônica e quando uma agressão externa aparece, a capacidade de recrutamento é prejudicada, ou, em outros casos, a reação é desproporcional, levando a mais malefícios que o vírus em si (chamamos de síndrome hemofagocítica).

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Outra razão é que o pulmão da pessoa com obesidade tem pior capacidade de expansão e o peso da caixa torácica pode fadigar a musculatura mais rapidamente. Existe também uma condição, associada à apneia do sono que se chama síndrome da hipoventilação da obesidade, que faz com que o cérebro não reconheça a falta de oxigênio e não compense, aumenta a frequência respiratória.

Além disso, a obesidade está associada a outras doenças com mau prognóstico infeccioso, como o Diabetes e Hipertensão Arterial Sistêmica.

E por último, existe a questão operacional. É mais difícil entubar pacientes com obesidade, assim como deixá-los na posição prona (isto é, de barriga para baixo na cama da UTI). Isso também tem consequências.

Dessa forma, é muito importante reconhecer a Obesidade como doença e principalmente entender que durante o período de isolamento deve ser mantido o tratamento e principalmente manter uma alimentação saudável e ser fisicamente ativo.

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