As que ocorrem na região da virilha são tecnicamente chamadas de hérnias inguinais. Elas podem ocorrer em todas as idades e em ambos os sexos. Porém, são doenças muito frequentes em homens e aumenta a ocorrência com o avanço da idade. Elas ocorrem em 1 a cada 4 homens ao longo da vida e caracterizam-se por abaulamento na região inguinal, dor ou desconforto local, que pioram com o esforço físico ou quando o paciente fica em pé. Pode ocorrer melhora dos sintomas e desaparecimento do abaulamento inguinal quando o paciente deita.

 

O tratamento das hérnias inguinais é cirúrgico e pode ser realizado de forma aberta ou por videolaparoscópia. A técnica laparoscópica apresenta algumas vantagens como: melhor resultado estético, menor dor pós-operatória e possibilita a correção de hérnias dos dois lados com as mesmas incisões (incisões pequenas), além de proporcionar um retorno mais precoce ao trabalho.

 

 

 

Hérnias da parede abdominal compreendem um conjunto de defeitos que ocasionam um deslocamento de estruturas da cavidade através de orifícios formando uma saliência/protuberância visível e dolorosa. Sua origem pode ser congênita ou adquirida. Vários são os tipos de hérnias da parede abdominal. Os principias tipos são as hérnias inguinais, femorais, umbilicais, epigástricas e as incisionais (após procedimentos cirúrgicos)

As hérnias inguinais ocorrem na região da virilha e correspondem a 75% de todas as hérnias abdominais. Este tipo de hérnia é 25 vezes mais comum em homens do que em mulheres. Os homens têm até 27% e as mulheres 5% de chance de desenvolverem uma hérnia inguinal ao longo de suas vidas.
O paciente com hérnia inguinal se queixa de abaulamento nesta região, com dor discreta associada, que piora com o esforço abdominal (tosse, evacuação, exercício, levantar objetos pesados). O conteúdo das hérnias que atravessa a musculatura da parede abdominal é constituído, habitualmente, por gordura pré abdominal e alças intestinais, especialmente de intestino delgado.
Com o passar do tempo o tamanho da hérnia tende a aumentar e existe também o risco de complicações como o encarceramento e estrangulamento que ocorrem devido a impossibilidade de reintroduzir o conteúdo herniario para a cavidade abdominal. Nesses casos podem ocorrer náuseas, vômitos e dor abdominal de forte intensidade, necessitando algumas vezes de cirurgia de urgência.
O diagnóstico da hérnia inguinal é feito a partir da história clínica do paciente associada ao exame físico. Geralmente, não são necessários exames complementares para confirmar o diagnóstico. Quando existe a dúvida sobre a existência da hérnia inguinal um exame de ecografia da parede abdominal pode confirmar sua presença.
O tratamento das hérnias inguinais, na maioria dos casos, é cirúrgico. As técnicas cirúrgicas podem ser do tipo laparoscópica (videocirurgia) ou convencional (aberta). Em ambas é preconizado o uso de próteses (telas), que reduzem de forma significativa a chance de recidiva das hérnias. A cirurgia laparoscópica tem como vantagens a menor dor pós-operatória e retorno mais precoce as atividades e ao trabalho.
Para o manejo da doença é imprescindível consultar com médico especializado, a fim de realizar o diagnóstico e tratamento adequados, evitando complicações.

Dr. Diego Reffatti CRM 30839
Cirurgião do Aparelho Digestivo
Clínica Gastrobese – Passo Fundo
Fone: 3045-4070